Descrição
Probing the Limits of Representation: Nazism and the “Final Solution”, organizado por Saul Friedländer, publicado pela Harvard University Press em 1992, é uma das antologias mais influentes e debatidas no campo dos estudos sobre o Holocausto, reunindo vinte ensaios de historiadores, filósofos e críticos literários em torno de uma questão que não admite resposta fácil: é possível descrever ou representar compelentemente o Holocausto? Existe algum núcleo da exterminação dos judeus da Europa que resiste aos nossos instrumentos de representação, de teoria, de narrativa?
Os ensaios foram originalmente apresentados numa conferência organizada pelo próprio Friedländer — historiador israelita de origem checa, sobrevivente da Shoah e autor da monumental Nazi Germany and the Jews —, que na sua introdução formula a premissa central: o Holocausto é um «acontecimento nos limites», um evento que testa as categorias conceptuais e representacionais tradicionais da historiografia e da arte.
O volume articula-se em torno de três eixos. O primeiro interroga a epistemologia histórica: Christopher Browning, Hayden White, Carlo Ginzburg, Martin Jay e Dominick LaCapra debatem se o registo histórico pode ser estabelecido objectivamente a partir de documentos e testemunhos, ou se toda a interpretação histórica é determinada pelas escolhas narrativas do seu autor — debate que adquire particular acuidade quando o objecto é o Holocausto. O segundo examina os problemas da representação artística, nomeadamente os dilemas colocados pela estetização do horror, com ensaios de John Felstiner, Yael S. Feldman, Sidra Ezrahi, Eric Santner e Anton Kaes. O terceiro aborda a inserção das políticas e atrocidades nazis na história do pensamento e da ciência ocidentais. O volume encerra com uma meditação de Geoffrey Hartman sobre a memória.
407 páginas. Exemplar em língua inglesa, bom estado de conservação.



