Descrição
Pedro Miguel Sousa debruça-se neste volume sobre uma das dimensões mais estruturantes e controversas do Estado Novo: a política colonial de Salazar e o modo como o regime construiu e instrumentalizou o discurso imperialista ao longo de décadas. A questão colonial foi, de facto, um dos pilares ideológicos do salazarismo, sustentada por um enquadramento doutrinário próprio — do Acto Colonial à teoria luso-tropicalista de raiz freyriana, adaptada tardiamente pelo regime — e mantida a ferro e fogo até ao eclodir da guerra em Angola, Guiné e Moçambique em 1961. A obra insere-se numa linha historiográfica que, já no início do século XXI, procurava revisitar criticamente esse legado, num período em que o debate sobre o colonialismo português voltava a ganhar visibilidade académica e pública. Publicado pela Occidentalis em 2008, sem indicação de local de edição, trata-se de um título de interesse para quem estuda o período do Estado Novo e a história do império português.



