Descrição
Pedro Ramos Brandão analisa neste estudo as complexas relações entre a Igreja Católica e o Estado Novo em Moçambique, entre 1960 e 1974, articulando a política missionária da Igreja e o seu posicionamento internacional com as tensões e cumplicidades entre a instituição eclesiástica e o regime colonial português. A obra, com prefácio de José Capela e nota científica de António Costa Pinto, examina casos concretos de confronto entre bispos e o poder colonial — como o do Bispo de Beira, D. Sebastião Soares de Resende, o do Bispo de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto, ou o caso dos padres de Macúti —, episódios que expuseram as fracturas dentro da própria Igreja face ao colonialismo nos seus anos finais. Publicado pela Editorial Notícias, em Lisboa, em 2004, constitui referência incontornável para o estudo das relações entre religião e poder colonial em Moçambique.



