Descrição
Inga Clendinnen, historiadora australiana conhecida pelo seu trabalho sobre civilizações mesoamericanas, voltou o seu olhar para o Holocausto com uma pergunta incómoda: pode o historiador realmente compreender o que aconteceu? Neste ensaio publicado em Portugal pela Prefácio, Clendinnen recusa tanto a sacralização que coloca o extermínio fora do alcance da análise racional como a frieza positivista que o reduziria a mero objecto de estudo. O resultado é uma meditação honesta e perturbadora sobre os limites da empatia histórica, a natureza do mal burocrático e a responsabilidade de quem escreve sobre o sofrimento extremo.



