Descrição
Luiz da Cunha Gonçalves, jurista e ensaísta de vasta cultura, volta aqui a sua atenção para uma das questões mais debatidas da camoniana: quem foram, afinal, as mulheres reais que inspiraram os versos do maior poeta da língua portuguesa? Partindo da famosa redondilha ‘Alma minha gentil, que te partiste’ e da figura de Dinamene, a escrava malaia que a tradição associa ao naufrágio do Bojador, o autor conduz uma investigação de carácter histórico e literário, cruzando fontes documentais com a análise dos textos poéticos. A questão das musas de Camões — Catarina de Ataíde (a Natércia), Dinamene e outras figuras femininas que atravessam a sua obra — tem suscitado ao longo dos séculos interpretações divergentes e acesas polémicas entre camonistas. Este ensaio insere-se numa tradição de estudos biográfico-literários que procura restituir carne e nome às sombras que habitam a poesia camoniana. Edição de Lisboa, 1951, de editor não identificado na obra.



