Descrição
Gladstone Chaves de Melo (1917–2001), um dos mais reputados filólogos e linguistas brasileiros do século XX, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de obras de referência como Iniciação à Filologia e à Linguística Portuguesa, debruça-se aqui sobre a língua camoniana e a sua projecção — ou ausência dela — no português do Brasil. O estudo insere-se numa tradição de reflexão luso-brasileira sobre a unidade e a divergência das duas normas do idioma, tema particularmente debatido nas décadas de 1960 e 1970, quando as diferenças entre as variantes se tornaram objecto de controvérsia académica e cultural. A escolha d’Os Lusíadas como ponto de partida confere ao ensaio uma dimensão ao mesmo tempo camoniana e linguística, de interesse tanto para os estudiosos da épica quinhentista como para os da história da língua portuguesa. Edição de Lisboa, 1973, sem indicação de editora.



