Descrição
Ricardo Serrado aborda neste trabalho uma das dimensões menos estudadas do salazarismo: a forma como o regime soube utilizar o futebol enquanto instrumento de mobilização e controlo social, desviando as atenções populares das tensões políticas e económicas do Portugal do século XX. A obra insere-se numa corrente historiográfica que, nas primeiras décadas do novo milénio, se dedicou a revisitar o Estado Novo a partir de ângulos menos convencionais, cruzando história política e história cultural. A relação entre Salazar, a Federação Portuguesa de Futebol e os grandes clubes nacionais é aqui escrutinada com base em documentação que ilumina os bastidores de um regime que nunca foi indiferente ao poder simbólico do desporto-rei. Edição da Casa das Letras, 2009.



