Descrição
237 pp.; il.; 24 cm.
Numa época em que o Novo Mundo atraía numerosas hostes de exploradores voluntários, soldados, pilotos, marinheiros, em que notícias de tesouros fabulosos, de cidades de ouro, se espalhavam velozmente, a organização de uma expedição por um conquistador prestigiado era um chamamento irrecusável.
Vinte e três portugueses juntaram-se em Sevilha, em 1538, para se integrarem na expedição de Fernando de Souto à Florida. Para muitos foi uma viagem sem regresso. Para os sobreviventes, uma odisseia por terras distantes do norte. O que viram, o que viveram, o que sofreram, de que morreram, poderemos inferir da única narrativa por terras hispano-americanas concebida em português por um dos participantes. Trata-se de um texto redigido por um autor que, de si, apenas quis registar a origem social e a naturalidade – hum fidalgo d’Elvas.
Dezassete anos após o regresso dos sobreviventes, apenas o Fidalgo de Elvas facultava ao público o acesso à informação sobre a expedição do capitão estremenho. Impressa em Évora no ano de 1557, a Relação verdadeira viria a suscitar o interesse de ingleses, holandeses e franceses, que promoveram dezasseis edições entre 1605 e 1965. O seu lugar central na historiografia da expedição de Fernando de Souto e da participação portuguesa no descobrimento e conquista do Novo Mundo justifica uma nova leitura contextualizante e intertextual.



