Descrição
Cadernos de Poesia — A Poesia é só uma, fascículo 8 (terceiro da segunda série), publicado em Lisboa em 1951, organizado por Jorge de Sena, Ruy Cinatti, José Blanc de Portugal e José-Augusto França, é um dos sete fascículos que constituem a segunda série desta publicação literária considerada uma das mais importantes da poesia portuguesa do século XX.
Este número é inteiramente dedicado a Alberto de Lacerda, apresentando um conjunto de poemas inéditos do autor — um dos traços distintivos da segunda série, que adoptou o hábito de consagrar alguns dos seus números a um único poeta, reunindo pela primeira vez em publicação textos de relevância.
Alberto de Lacerda (Figueira da Foz, 1928 — Londres, 2007) foi um dos poetas portugueses de maior projecção internacional, tendo vivido grande parte da vida em Londres, onde privou com figuras como T.S. Eliot, W.H. Auden e Edith Sitwell. A sua poesia, marcada por uma tensão permanente entre a contenção formal e a intensidade emotiva, entre o rigor e o mistério, encontrou neste fascículo dos Cadernos uma das suas primeiras aparições públicas.
Os Cadernos de Poesia foram fundados em 1940 por Tomaz Kim, José Blanc de Portugal e Ruy Cinatti sob o lema «A Poesia é só uma», recusando a dependência de escolas, grupos literários ou programas estéticos. A segunda série, de 1951, é considerada a mais rica das três, tendo publicado também em primeira edição textos seminais do surrealismo português, como Tempo de Fantasmas de Alexandre O’Neill e Teclado Universal de Fernando Lemos.
15 páginas, brochura. Exemplar de grande raridade. Bom estado de conservação.
Fascículo oito, 2ª série; 15 pp.;



