Descrição
Orlando Raimundo propõe neste volume uma leitura renovada de António Ferro (1895–1956), jornalista, escritor e director do Secretariado de Propaganda Nacional entre 1933 e 1949, cuja acção foi determinante na modelação da imagem pública de Salazar e na definição de uma estética oficial do regime. Afastando-se das abordagens meramente biográficas, o autor interroga de que modo Ferro terá sido, mais do que um simples executor, um verdadeiro arquitecto simbólico do Estado Novo, responsável por fabricar um discurso de modernidade autoritária que atravessou as artes, o cinema, o rádio e a imprensa. A obra insere-se numa produção historiográfica que, nas últimas décadas, tem revisitado com crescente rigor os mecanismos culturais e propagandísticos do regime salazarista, constituindo leitura de referência para quem se interesse pela história política e cultural portuguesa do século XX. Edição da Dom Quixote, Lisboa, 2015.



