Descrição
A 4 de Julho de 1937, uma bomba explodiu junto à Igreja de Santos, em Lisboa, no momento em que o automóvel de Salazar passava — falhando por segundos o seu alvo. João Madeira, investigador do Instituto de História Contemporânea, reconstitui neste volume as circunstâncias do atentado, os seus protagonistas e as consequências políticas e repressivas que se lhe seguiram, num período em que o regime se consolidava e a oposição procurava brechas para agir. Com recurso a documentação de arquivo, o autor desmonta versões oficiais e reconstituições posteriores, oferecendo uma leitura crítica e fundamentada de um momento-chave da história política portuguesa do século XX. Publicado pela Esfera dos Livros em 2013, o livro insere-se numa renovada historiografia sobre o salazarismo, indispensável para quem estuda o período do Estado Novo.



