Joaquim Verissímo Serrão
Joaquim Veríssimo Serrão (Santarém, 1925 – Santarém, 2020) foi um dos mais destacados historiadores portugueses do século XX, autor de uma obra vastíssima e figura central da vida académica e cultural portuguesa. Iniciou os seus estudos superiores na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, mas viria a licenciar‑se em Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras da mesma Universidade, em 1948. Entre 1950 e 1960 exerceu funções como leitor de Português na Universidade de Toulouse, onde, em 1953, obteve o grau de Doutor com a tese A Infanta Dona Maria de Portugal e a Sua Fortuna em França. Regressado a Portugal, doutorou‑se novamente em 1957, desta vez em Ciências Históricas pela Universidade de Coimbra, com a dissertação O Reinado de D. António, Prior do Crato, vol. I, 1580‑1582 (1956). Em 1961 tornou‑se primeiro assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sendo nomeado professor extraordinário em 1965. Dois anos depois assumiu a direção do Centro Cultural de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian, cargo que desempenhou até ao início da década de 1970.
De volta a Portugal em 1972, foi nomeado professor catedrático de História na Faculdade de Letras de Lisboa, acumulando funções como professor‑bibliotecário da Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa e diretor do Instituto Histórico Infante D. Henrique. Entre 1973 e Abril de 1974 exerceu o cargo de reitor da Universidade de Lisboa. Em 1980 passou a presidir à Comissão Instaladora do Instituto Politécnico de Santarém e, posteriormente, ao próprio Instituto, funções de que se demitiu em 1984.
A sua produção científica ultrapassa a centena de títulos, muitos deles dispersos por revistas e publicações especializadas como Revista Filosófica, Brasília, Ocidente, Boletim da Biblioteca da Universidade de Coimbra, Boletim da Faculdade de Direito, Arquivo do Centro Cultural Português (Paris), Revista da Faculdade de Letras (Lisboa) e Iberoamericana, una Comunidad (2 vols., 1989). A amplitude temática e a consistência metodológica da sua obra tornaram‑no uma referência incontornável para várias gerações de historiadores.
Foi sócio correspondente do Instituto de Coimbra, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, da Academia Portuguesa da História — da qual foi presidente —, da Academia das Ciências de Lisboa e de numerosas instituições científicas nacionais e estrangeiras. A relevância do seu percurso académico foi ainda reconhecida com o título de doctor honoris causa
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