Descrição
Publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian em 1972, este estudo de Joaquim Veríssimo Serrão — historiador, académico e futuro presidente da Academia Portuguesa da História — debruça-se sobre a questão, sempre controversa e fascinante, do retrato de Luís de Camões. A ausência de um retrato contemporâneo autêntico do poeta gerou, ao longo dos séculos, uma rica tradição iconográfica que este volume procura sistematizar e interpretar com rigor crítico. Veríssimo Serrão conjuga a sua formação de historiador com a sensibilidade do estudioso da cultura portuguesa, situando o problema do retrato camoniano no contexto mais vasto da construção da memória e do mito em torno do autor d’Os Lusíadas. Trata-se de uma peça de interesse incontornável para qualquer biblioteca dedicada à camoniana ou à história da cultura portuguesa do Renascimento e da sua recepção posterior.



