Ana Hatherly
Ana Hatherly foi uma das figuras mais marcantes da cultura portuguesa do século XX. Nascida no Porto, em 1929, destacou-se como poetisa, ensaísta, ficcionista, artista plástica e professora universitária. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e doutorou-se em Estudos Hispânicos do Século de Ouro na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Foi professora catedrática na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde fundou o Instituto de Estudos Portugueses, que presidiu a partir de 1994.
Além da carreira académica, teve uma intensa atividade editorial e institucional. Participou na direção de várias revistas literárias e científicas, como Loreto 13, Claro-Escuro e Incidências, e integrou comissões editoriais e conselhos de redação. Entre 1992 e 1994, presidiu ao PEN Club Português e foi também presidente da Comissão para a Tradução e os Direitos Linguísticos do PEN Club Internacional.
A sua obra literária começou com Ritmo Perdido (1958) e desenvolveu-se em diálogo com as vanguardas artísticas, especialmente através do Movimento da Poesia Experimental (Po-Ex), que promovia a poesia visual e concreta. A sua escrita, profundamente marcada pela estética barroca, cruzava literatura com artes visuais como desenho, colagem e pintura.
Como artista plástica, participou em exposições nacionais e internacionais, incluindo a Bienal de Veneza, a Bienal de São Paulo, o Museu do Chiado, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação de Serralves. A sua produção visual entre 1960 e 2002 está reunida na obra A Mão Inteligente.
Publicou dezenas de livros de poesia, ficção e ensaio, com destaque para As Aparências (1959), O Espaço Crítico (1979), PO.EX (1981), A Casa das Musas (1995), 351 Tisanas (1997), Rilkeana (1999), Um Calculador de Improbabilidades (2001) e Poesia Incurável (2003). Traduziu obras de várias línguas e escreveu estudos sobre o Barroco em Portugal.
Foi distinguida com diversos prémios, entre os quais a Medalha de Mérito Linguístico e Filológico Oskar Nobiling (1978), o Prémio de Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores (2000), o Prémio de Poesia do PEN Club (2001), o Prémio Évelyne Encelot (2003) e o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa dos Críticos Literários (2005).
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Indisponível39 Tisanas
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IndisponívelA reinvenção da leitura
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IndisponívelClaro e escuro Revista de estudos Barrocos
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IndisponívelHand made, obra recente
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IndisponívelO cisne intacto
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IndisponívelObra visual, 1960-1990
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IndisponívelOperação 1, Lisboa, 1967; Ana Hatherly, Operação 2, estruturas poéticas, edição do autor
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50 €Rilkeana