Descrição
Poeta e ficcionista, Filomena Cabral tem-se dedicado profissionalmente à tradução e ao jornalismo cultural, com que se estreou n’O Primeiro de Janeiro, passando pelo Comércio do Porto, Diário de Lisboa, Jornal de Letras e Letras & Letras. Foi, além disso, co-fundadora, em 1983, da revista Serpente e membro da Direcção da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, entre 1983 e 1985.
A sua prosa de ficção, de forte contaminação poética é normalmente integrada numa corrente de «escrita feminina», constituindo, de facto, uma inscrição do feminino no que de mais secreto e inapreensível ele possui, aqui cercado na sensualidade dos olhares, dos perfumes, das relações espectaculares. Escrita de um erotismo algo místico, como em Elegia para Um Corpo Adormecido (1987), a obra de Filomena Cabral é dona de uma beleza própria, emocionada e sábia, que faz dela uma voz singular no panorama contemporâneo da nossa literatura.



