Descrição
António Simões do Paço, jornalista e autor de referência na historiografia do Estado Novo, propõe neste volume uma leitura da personalidade de Salazar que vai além da iconografia oficial cultivada pelo regime. O título, deliberadamente evocativo da tradição messiânica portuguesa, convoca a figura do «encoberto» para sublinhar o paradoxo de um homem que, sendo o centro absoluto do poder, manteve sempre uma imagem de recato, austeridade e distância calculada. A obra insere-se numa vasta produção bibliográfica sobre o salazarismo que ganhou novo fôlego nas últimas décadas, à medida que os arquivos foram sendo progressivamente abertos e as memórias dos contemporâneos recolhidas. Publicada pela Bertrand em 2010, apresenta interesse tanto para o leitor geral que procura uma introdução acessível ao tema, como para quem deseje confrontar diferentes interpretações historiográficas sobre o período.



