Descrição
José Eloi Ottoni, (1764 – Serro, Minas Gerais —1851 Rio de Janeiro) Poeta, jornalista, professor e funcionário público. Blake registra que o autor deixou inédita grande quantidade de poesias, tanto originais quanto traduzidas, quer sagradas, quer profanas, sendo que poesias suas achavam-se em diversas coleções de versos escolhidos, como o Florilégio da poesia brasileira, o Parnaso lusitano, os dois Parnasos Brasileiros, de J. da Cunha Barbosa e de J. M. Pereira da Silva, a Miscelânea poética, o Mosaico poético, etc., e em muitas revistas e periódicos, como o Jornal do Comércio, A Revista Universal Lisbonense e a Tribuna Católica, onde se acham Paráfrases da Salve Rainha; quatro décimas glosadas; Stabat Mater; O rosário; Hino Pange lingua; Paráfrase do hino Pange lingua; e tradução do salmo do Miserere.
“A Tipografia de Serva publicou em 1815, inclusive, a Paráfraze dos Provérbios de Salomão, obra de cunho maçónico dissimulada em versos bíblicos, onde mais de uma vez a palavra Deus é substituída por Arquiteto do Universo.”
Vide: “A Paráfrase dos Provérbios de Salomão: O código moral dos pedreiros livres impresso na Bahia em 1815”. Revista Portuguesa de História do Livro, vol. 35- 36 (2015), 369-419.
Edição muito rara e apreciada por ter sido impressa por Manoel António da Silva Serva, tipógrafo na cidade da Bahia entre 1811 e 1819, 1.º tipografo independente e uma das figuras mais importantes da história do livro no Brasil.
Publicação acompanhada do texto da vulgata latina, referida por Rodrigues na Bibliotheca Brasiliense, por Borba de Moraes na Bibliographia Brasiliana, por Palmira Morais Rocha de Almeida no Dicionário de Autores no Brasil Colonial e ainda por Sacramento Blake no Diccionario Bibliographico Brazileiro, onde o bibliógrafo recorda o risco que corria o autor “de ir para os carceres do santo officio por ser parente de Joaquim José Vieira do Couto, que nelles gemia com Hipolyto José da Costa Pereira, por ser maçon.”
Encadernação contemporânea inteira em pele.



