Descrição
Gonçalves Cerejeira e Oliveira Salazar foram companheiros de quarto em Coimbra e essa proximidade pessoal moldou, de forma decisiva, as relações entre o Estado e a Igreja Católica durante o Estado Novo. Esta correspondência, que abrange o período de 1928 a 1968, ilumina com rara nitidez os bastidores de uma das mais duradouras e complexas alianças do regime: a cumplicidade entre o poder político e a autoridade eclesiástica, nem sempre isenta de tensões e divergências. A historiadora Rita Almeida de Carvalho, especialista no período, procedeu ao levantamento, transcrição e anotação das cartas, oferecendo ao leitor um aparato crítico que contextualiza cada momento da troca epistolar no quadro mais amplo da história política e religiosa portuguesa. Trata-se de uma fonte primária de primeira importância para quem estuda o salazarismo, a Concordata de 1940 e o papel da Igreja na legitimação do regime. Documento incontornável da historiografia do século XX português.



