Descrição
Manuel Beça Múrias reúne neste volume uma correspondência que é, ao mesmo tempo, documento histórico e memória afectiva — cartas redigidas em África nos anos da guerra colonial, quando o regime salazarista dava os seus últimos sinais de vida e a morte chegava antes das notícias. O título, deliberadamente provocatório, remete para a persistência ideológica e cultural do Estado Novo muito além da sua extinção formal, tema que a historiografia e a memória literária portuguesa têm vindo a revisitar com crescente acuidade. A obra insere-se numa tradição de epistolários e testemunhos de guerra que constituem fonte insubstituível para a compreensão do impacto humano do conflito ultramarino, complementando estudos mais analíticos com a dimensão vivida e emocional. Edição da Planeta, 2009.



