Descrição
Trabalho de investigação do historiador Joaquim Barradas de Carvalho, um dos mais rigorosos estudiosos portugueses da história da cartografia e da ciência geográfica dos séculos XV e XVI. O estudo debruça-se sobre a tradução castelhana do tratado clássico de Pomponium Mela, «De situ Orbis», levada a cabo pelo mestre Joan Faras, figura ligada à corte portuguesa do período manuelino, examinando com particular atenção as notas marginais que terão sido aposta por Duarte Pacheco Pereira, autor do «Esmeraldo de Situ Orbis». A convergência entre estes dois textos — o clássico latino e o saber náutico e cosmográfico português da época dos Descobrimentos — confere ao estudo um interesse simultaneamente filológico, histórico e científico. Editado pela Junta de Investigações de Cartografia do Ultramar em 1974, insere-se na produção académica portuguesa de grande fôlego dedicada à reavaliação do contributo lusitano para a geografia e a cartografia universais. Peça de referência para investigadores da expansão portuguesa e da história da ciência geográfica.



