Descrição
Han Suyin — pseudónimo da escritora e médica Elizabeth Comber, de ascendência sino-belga — foi uma das vozes mais singulares do século XX a interpretar a China para o mundo ocidental, movendo-se com rara autoridade entre as duas civilizações. Neste ensaio de 1967, editado em Paris pela Stock, a autora projecta o devir da China comunista para o ano 2001, combinando observação directa, análise política e uma fé declarada no projecto maoísta, num tom que reflecte o fervor ideológico do período. A obra surge no auge da Revolução Cultural, o que lhe confere um interesse histórico e documental considerável: é simultaneamente um testemunho da época e um exercício de futurologia politicamente comprometida. A posição de Han Suyin — admiradora crítica de Mao Tsé-Tung e interlocutora privilegiada de dirigentes chineses — torna este texto um documento de primeira ordem para o estudo das relações entre o mundo ocidental e a China popular, bem como para a história do pensamento político feminino do século XX.



