Descrição
Américo da Costa Ramalho (1921–2013), helenista e humanista de reconhecida autoridade na Universidade de Coimbra, debruça-se neste estudo sobre a admiração que Joaquim Nabuco (1849–1910) — figura central do abolicionismo brasileiro e notável homem de letras — nutria pela obra camoniana. A confluência entre o universo intelectual oitocentista brasileiro e a tradição lírica e épica portuguesa constitui o eixo desta investigação, que ilumina a forma como Camões foi lido e celebrado fora de Portugal no período do Romantismo e pós-Romantismo. Publicado em Coimbra em 1962, o opúsculo insere-se na vasta produção de estudos camonianos que marcou as comemorações e a actividade académica portuguesa de meados do século XX. De interesse para coleccionadores de Camoniana e para estudiosos das relações culturais luso-brasileiras.



