Descrição
O título evoca o universo fechado e vigiado da Lisboa do Estado Novo, onde a PIDE e as redes de informação paralelas conviviam com a aparente quietude de um regime que se queria eterno. Domingos Amaral constrói uma narrativa que cruza o registo memorialístico com a reconstituição histórica, explorando os bastidores da espionagem numa capital que era, simultaneamente, palco de neutralidade diplomática e nó de tensões internacionais — sobretudo durante e após a Segunda Guerra Mundial. A obra insere-se numa linha de publicações que, após a Revolução de Abril, foi progressivamente iluminando os mecanismos ocultos do salazarismo, contribuindo para o conhecimento da sua arquitectura de controlo e vigilância. Edição da CL, Lisboa, 2006, sem indicação de local de edição na ficha técnica.



