Descrição
Peça singular no domínio da Camoniana, esta tradução do primeiro canto d’Os Lusíadas para mandarim testemunha a projecção universal do poema épico de Luís de Camões para além do mundo lusófono. A presença de Camões na cultura chinesa insere-se num longo processo de mediação cultural e académica, impulsionado em grande parte pelos estudos sinológicos e pela expansão dos Estudos Portugueses no Extremo Oriente, com particular expressão em Macau e nas universidades da China continental ao longo do século XX. A ausência de dados editoriais — sem indicação de local de edição, sem editora identificada e de data indeterminada — confere ao exemplar um carácter algo enigmático, sugerindo tratar-se eventualmente de uma edição académica ou de circulação restrita. O interesse bibliófilo é considerável, tanto pelo tema como pela raridade de traduções camonianas para línguas asiáticas no mercado livreiro português.



