Descrição
Maria Helena Prieto oferece nesta obra uma abordagem intimista à figura de Marcelo Caetano, sucessor de Salazar na presidência do Conselho entre 1968 e 1974. A ‘Porta de Marfim’ constitui exercício de memória que se afasta da historiografia convencional, privilegiando o testemunho pessoal e a reconstrução de aspectos menos documentados do estadista. Publicada pela Verbo em 1992, já após a morte de Caetano (1980), inscreve-se num período de revisitação crítica dos arquivos e memórias do Estado Novo. Obra relevante para quem estuda as transições políticas portuguesas e a figura contraditória de um reformista dentro de um regime autoritário.



