Descrição
João Freire, sociólogo com vasta obra dedicada ao movimento operário e às culturas políticas portuguesas, volta aqui o seu olhar analítico para a Marinha enquanto actor institucional no quadro do poder político nacional. O volume percorre um século marcado por convulsões profundas — a queda da Monarquia, a instabilidade da Primeira República, o Estado Novo e a ruptura de Abril de 1974 —, interrogando o papel da instituição naval em cada um desses momentos e as tensões entre a lógica militar e as exigências do poder civil. Trata-se de uma contribuição relevante para a historiografia político-militar portuguesa, campo ainda relativamente pouco explorado em comparação com o estudo do Exército. Edição da Colibri, Lisboa, 2010.



