Descrição
A Concordata celebrada em 1940 entre Portugal e a Santa Sé constituiu um dos pilares institucionais do regime salazarista, consagrando um modelo de relacionamento Igreja-Estado com profundas repercussões na sociedade portuguesa do século XX. Rita Almeida de Carvalho analisa com rigor os bastidores das negociações, as cedências mútuas e os interesses que presidiram à redacção do acordo, situando-o no contexto mais vasto da política religiosa de Salazar e da diplomacia vaticana do período entre-guerras. A investigação beneficia do acesso a fontes arquivísticas que permitem reconstituir, com detalhe, a posição dos vários intervenientes e o processo de consolidação do texto final. Um contributo indispensável para a compreensão da matriz ideológica e institucional do Estado Novo. Edição da Temas e Debates, 2013.



