Yvette K. Centeno
Desde cedo se interessou pela simbologia, tendo orientado um seminário sobre Filosofia Hermética na obra de Fernando Pessoa, de 1976 a 1978, e tendo criado, em 1980, o Gabinete de Estudos de Simbologia, de que é directora. Mais recentemente, criou um núcleo de estudos dedicado ao Teatro e à Sociedade. Dirige a ACARTE, desde 1994, órgão ligado à Fundação Gulbenkian, que promove manifestações culturais em Lisboa em teatro, dança, literatura e música. No âmbito dos mestrados que organizou em Estudos Alemães e Estudos Literários Comparados, dirige um Seminário regular sobre Fernando Pessoa. Assegura também regularmente seminários de Literatura, História das Ideias e História da Cultura Alemã, constando do seu currículo numerosos seminários e conferências em universidades estrangeiras, com destaque para Paris, Bordéus, Berlim, Colónia, Madrid, Barcelona, Granada, Londres, Oxford e, mais recentemente, os Estados Unidos da América (Universidades de Harvard, Brown, Southern Massachussets e Tulane/New Orleans).
A sua obra criativa, donde se destaca fundamentalmente a produção poética e a prosa de ficção, é de natureza lírica, subjectiva. Na linha de um experimentalismo moderado, os seus textos de ficção preferem o lado simbólico do imaginário ao lado realista, enquanto a poesia se revela como um espaço avesso à narratividade e a oportunidade de criar cumplicidade entre a elipse e a revelação simbólica do mundo. Quando surge nos anos sessenta, interessa-se por um certo «humor corrosivo» que, mais tarde, será atenuado no âmbito de uma reflexão mais indulgente sobre a vida, sobre o eu e sobre o mundo. A sua voz é discreta e contida, mantendo-se atenta (embora sempre marginal) a escolas, movimentos e teorias. No entanto, no domínio da crítica e da investigação, trabalha a literatura num quadro teórico para onde convergem os saberes da simbologia, da alquimia, da filosofia hermética e da mística.
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