Herberto Helder
Herberto Helder de Oliveira (1930–2015), nascido no Funchal, tornou‑se uma das figuras mais singulares e influentes da poesia portuguesa contemporânea. Depois de uma juventude na Madeira, mudou‑se para o continente e passou por Coimbra e Lisboa, onde estudou Direito e Filologia Românica sem concluir nenhum dos cursos. A sua vida profissional foi errante e multifacetada — trabalhou como meteorologista, jornalista, publicitário, bibliotecário, tradutor e até correspondente de guerra em Angola —, experiências que alimentaram uma obra marcada pela intensidade verbal, pela experimentação e por uma visão quase alquímica da linguagem. Publicou o primeiro livro, O Amor em Visita, em 1958, e ao longo das décadas seguintes construiu uma obra vasta, frequentemente reorganizada e reescrita, que inclui títulos fundamentais como Os Passos em Volta, Photomaton & Vox, Cobra e Ou o Poema Contínuo. Participou ativamente na Poesia Experimental Portuguesa e traduziu autores decisivos para a modernidade literária. Avesso à exposição pública, recusou entrevistas, aparições e prémios — incluindo o Prémio Pessoa —, cultivando uma aura de mistério que reforçou a singularidade da sua figura. Morreu em Cascais em 2015, deixando uma obra que permanece como uma das mais poderosas e inovadoras da literatura portuguesa.
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400 €& etc quinzenário cultural
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280 €Caderno Búzio
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50 €Do mundo
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20 €Os passos em volta
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70 €Photomaton e Vox
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