George Steiner
George Steiner (1929–2020) foi um dos mais influentes críticos literários, ensaístas e pensadores europeus do século XX e início do XXI. Nascido em Paris, filho de pais judeus austríacos emigrados, cresceu num ambiente multilingue que marcaria profundamente a sua obra. A família fugiu para os Estados Unidos em 1940, escapando à perseguição nazi, experiência que moldou a sua reflexão sobre a linguagem, a cultura europeia e o trauma do Holocausto — temas centrais no seu pensamento. Steiner estudou na Sorbonne, na Universidade de Chicago, em Harvard e em Oxford, onde concluiu o doutoramento, construindo uma formação académica vasta e cosmopolita.
A partir da década de 1950, iniciou uma carreira académica internacional, ensinando em instituições como Princeton, Cambridge, Genebra, Harvard, Yale e Nova Iorque. Tornou‑se conhecido pela amplitude intelectual rara: era um poliglota e um verdadeiro humanista, capaz de transitar entre literatura, filosofia, história, linguística e teoria da cultura. A sua escrita, simultaneamente erudita e acessível, procurava compreender a relação entre linguagem, literatura e sociedade, interrogando o papel da cultura europeia após as catástrofes do século XX.
Entre as suas obras mais importantes destacam‑se After Babel (1975), um estudo monumental sobre tradução e linguagem; Language and Silence (1967), onde explora os limites da linguagem perante o horror histórico; In Bluebeard’s Castle (1971), uma reflexão sobre a herança cultural europeia; e Real Presences (1989), em que defende a centralidade da arte e da transcendência contra o ceticismo pós‑moderno. Steiner escreveu ainda ficção, como o romance The Portage to San Cristóbal of A.H. (1981), que gerou intenso debate ao imaginar o julgamento fictício de Hitler na selva amazónica.
Ao longo da sua vida, recebeu diversos prémios, incluindo o Truman Capote Lifetime Achievement Award, e foi eleito membro da Academia Britânica. Steiner era frequentemente descrito como um “polímata” e um “homem renascentista tardio”, capaz de iluminar a literatura com uma visão filosófica e histórica incomum. Faleceu em Cambridge, em 2020, deixando uma obra vasta, exigente e profundamente marcada pela convicção de que a linguagem é o centro da experiência humana e que a cultura deve ser pensada com responsabilidade moral.
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