Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís (Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa-Luís) foi uma das maiores escritoras portuguesas do século XX. Nasceu a 15 de outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante, e faleceu a 3 de junho de 2019, no Porto. A sua infância no Douro marcou profundamente o seu imaginário literário, que se refletiria ao longo de toda a sua obra.
Começou a escrever muito jovem, mas publicou a sua primeira obra, Mundo Fechado, apenas em 1948, já casada e a viver em Coimbra. A partir de 1950 fixou-se no Porto, onde publicou Os Super-Homens, o seu primeiro romance. Alcançou grande notoriedade com A Sibila (1954), romance que a consagrou como figura central da literatura contemporânea portuguesa, premiado com o Prémio Delfim Guimarães (1953) e o Prémio Eça de Queirós (1954).
Exerceu também cargos de relevo na vida cultural portuguesa, como diretora do jornal O Primeiro de Janeiro e do Teatro Nacional D. Maria II. Foi membro de várias academias, incluindo a Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras e a Académie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres de Paris.
A sua vasta obra — que ultrapassa cinquenta títulos — abrange o romance, o teatro, o ensaio, a crónica, a literatura infantil e o guião cinematográfico. Foi marcada por uma escrita densa, introspectiva e crítica, com grande atenção à memória, tradição e identidade, bem como à condição humana. Eduardo Lourenço considerou a sua obra como parte de um “neorromantismo” literário, enquanto Silvina Rodrigues Lopes a destacou pela sua abordagem híbrida e reflexiva da forma romanesca.
Entre os seus romances mais relevantes encontram-se O Manto (1966), As Fúrias (1977), O Mosteiro (1981), Os Meninos de Ouro (1983), Fanny Owen (1979) e Joia de Família (2001), este último adaptado por Manoel de Oliveira no filme O Princípio da Incerteza. Vários outros romances seus foram também levados ao cinema pelo cineasta português.
Foi distinguida com importantes prémios, entre eles o Prémio Nacional de Novelística (1967), o Prémio Ricardo Malheiros (1966 e 1977), o Prémio PEN Clube, o Prémio D. Dinis, o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio União Latina (1997), o Prémio Vergílio Ferreira (2004) e o Prémio Camões (2004). Em 2005, recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade do Porto.
A escrita de Agustina Bessa-Luís permanece uma referência incontornável da literatura portuguesa, pelo seu estilo singular, a profundidade psicológica das personagens e a sua reflexão sobre o destino, a história e o poder.
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