Descrição
António Aragão (1925–2008), poeta, pintor e ensaísta madeirense, viria a tornar-se uma das vozes mais originais da vanguarda literária portuguesa, nomeadamente através da sua participação nos cadernos de poesia experimental dos anos 1960. Este volume inaugural, publicado em edição do autor na Covilhã em 1962, antecede a sua plena integração no movimento experimental e constitui um testemunho precoce de uma obra que se desenvolveria em estreita ligação com as artes plásticas e a exploração visual da linguagem. Edições de autor desta época, produzidas fora dos grandes centros editoriais, raramente chegam ao mercado em bom estado de conservação, o que acresce o interesse bibliófilo do exemplar. Peça de referência para quem estuda a poesia portuguesa das décadas de 1960 e 1970 ou acompanha a trajectória das suas figuras fundadoras.



