Descrição
Antero de Quental (1842–1891) ocupa lugar singular na poesia portuguesa: os seus sonetos, de profunda tensão entre o ideal e o niilismo, entre a revolta e a serenidade budista, constituem um dos cumes da lírica em língua portuguesa. Esta edição da Imprensa da Universidade de Coimbra, de 1933, reúne a totalidade da produção sonetística anteriana, seguindo a tradição filológica coimbrã de rigor textual que marcou as edições de referência da geração de 70. Trata-se de um volume com décadas de presença nas estantes das bibliotecas de estudiosos e bibliófilos, representando uma época em que a Universidade de Coimbra assumia a custódia editorial do património literário português. Exemplar de interesse para coleccionadores de poesia portuguesa oitocentista e para quem aprecia as edições universitárias do primeiro terço do século XX.



