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O Oriente, poema épico

José Agostinho de Macedo

Local de edição: Lisboa

Ano: 1827

Indisponível

Poema épico de José Agostinho de Macedo, 1827. Encadernação coeva em meia inglesa. Exemplar em bom estado de conservação.

    Esgotado

    Descrição

    Exemplar limpo. Encadernação coeva, meia inglesa.

    José Agostinho de Macedo (Beja, 11 de Setembro de 1761 — Lisboa, 2 de Outubro de 1831) foi um padre e escritor português, Pregador Real, uma das principais figuras do séc. XIX que falou contra os Jesuítas, o Liberalismo e a Maçonaria em Portugal. Inteligência viva, memória prodigiosa, que atraiu até aos nossos tempos o ódio dos adversários. Defensor da pureza da Fé e da defesa do pensamento católico tradicional, anterior ao Liberalismo.

    Iniciou a sua carreira como frade da Ordem dos Gracianos (1778), de onde foi expulso (1792), e depois de algumas turbulências passou a uma vida de conversão e de mudança, na qual defendeu as doutrinas católicas contra as inovações da época.

    Foi um escritor exaustivo e de estilo directo. Contra a maçonaria escreveu o livro Morais dos pedreiros livres e iluminados (1816), e outros, sendo que em toda a sua obra esta marca é uma constante. Era adepto fervoroso do miguelismo, e defendeu a essência da monarquia portuguesa. Foi diretor do jornal A tripa virada(1823).

    Tentou corrigir e suplantar Os Lusíadas de Luís de Camões, que criticou duramente na sua Censura das Lusíadas, com o seu próprio poema épico: O Oriente, publicado em 1814 (corrigido e aumentado em edições posteriores); e que era “a menos defeituosa possível”.

    Teve muitos inimigos e algumas queixas na Inquisição; foi nomeado como membro da Mesa da Inquisição e foi o mais activo Censor Régio. Numa das queixas que os seus inimigos fizeram foi denunciado por alegadamente ter dito a uma mulher (que se encontrava “triste e pensativa” com “medo da morte e contas que devia dar a Deus”) que “não havia Inferno”, que “a gente em morrendo era como os animais que não tinham nada que sentir”, e que “com a morte acabava o espírito”;a testemunha alegou ainda que o Pe. José Agostinho de Macedo “ameaçou matá-la, se tal denúncia fizesse”.

    Juízo de Inocêncio Francisco da Silva sobre José Agostinho de Macedo: “Homem de inegável talento, e de vasta erudição, escritor fecundíssimo, como bem se deixa ver de tantas e tão variadas produções, seria talvez mais querido dos contemporâneos, e a sua memória melhor apreciada da posteridade, se o temperamento atrabiliário que nele predominava, um amor próprio excessivo, ainda que justificável até certo ponto pela reconhecida inferioridade dos seus competidores, e mais que tudo os ódios suscitados pelas querelas políticas, em que tomou com a pena tão activa parte nos seus últimos anos, lhe não alienassem as simpatias de muitos, impossibilitando-os de assentarem a seu respeito um juízo recto e imparcial.”

    Informação adicional

    Autor

    Local de Edição

    Lisboa

    Ano

    1827

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