Descrição
J. H. de Medeiros debruça-se sobre um dos temas mais persistentes e fascinantes da cultura portuguesa: o mito do Encoberto e a esperança sebastianista que, desde a batalha de Alcácer Quibir em 1578, nunca abandonou por completo o imaginário nacional. A escolha dos Jerónimos como cenário não é casual — o mosteiro manuelino de Belém constitui, ao mesmo tempo, panteão da realeza e monumento maior da memória imperial portuguesa, tornando-o palco privilegiado para qualquer reflexão sobre o destino e a identidade do reino. A obra insere-se numa corrente de pensamento que atravessa o integralismo lusitano e certas expressões do nacionalismo monárquico, conferindo-lhe interesse tanto no plano histórico como no da história das ideias. Edição de Lisboa, sem indicação de data, o que sugere uma publicação discreta, possivelmente de tiragem limitada. Exemplar de consulta indispensável para coleccionadores e investigadores das áreas do sebastianismo, da genealogia simbólica e da monarquia portuguesa.



