Descrição
Manuela Gonzaga, nascida no Porto em 1951, reconstitui neste livro a infância e a juventude vividas em África — Moçambique e Angola —, entre os doze e os vinte e quatro anos de idade, período em que nasceram os seus dois filhos mais velhos. Escrito como memória dirigida à própria mãe, “para se lembrar como foi”, o livro combina relato pessoal e retrato de uma época, integrando-se na já vasta literatura memorialística portuguesa sobre a experiência colonial e o regresso, escrita sobretudo por quem viveu a infância nas então colónias. Publicado pela Bertrand Editora, em Lisboa, em 2014, junta-se a um corpus crescente de narrativas autobiográficas que revisitam, décadas depois, a vivência quotidiana no império colonial português em fase final.



