Descrição
Redigidos nos últimos anos da sua vida activa, os Mémoires intimes constituem o testamento íntimo de Georges Simenon (1903–1989), escritor belga de expressão francesa cuja obra atravessa fronteiras de género e de geração. Neste volume, a que se junta Le livre de Marie Jo — homenagem à filha que se suicidou em 1978 —, Simenon abandona a ficção para se confrontar directamente com a memória, a culpa e o luto. A edição das Presses de la Cité, Paris, 1981, é a edição original desta obra, surgida numa fase em que o autor havia já declarado ter encerrado a sua carreira romanesca. Trata-se de um documento de singular valor literário e humano, indissociável da compreensão mais profunda do universo simenoniano, e de interesse particular para os estudiosos e bibliófilos que se debruçam sobre a literatura francesa e belga do século passado.



