Descrição
Vasco Pulido Valente, um dos mais rigorosos historiadores portugueses da sua geração, assina neste volume uma análise penetrante sobre Marcelo Caetano, o jurista e político que herdou o Estado Novo em 1968 e o conduziu até ao colapso de Abril de 1974. Com a elegância interpretativa que caracteriza a escrita de Pulido Valente, o livro examina as contradições de um homem que oscilou entre a vontade de reformar o regime e a incapacidade — ou recusa — de o transformar verdadeiramente, tornando-se assim prisioneiro da sua própria prudência política. A obra insere-se numa linha historiográfica que questiona os mitos consolidados em torno da chamada “Primavera Marcelista”, oferecendo uma leitura mais sombria e, porventura, mais fiel das ambiguidades do período. Edição de Lisboa, 2002. Exemplar de interesse para quem estude a história política portuguesa do século XX e, em particular, o ocaso do autoritarismo salazarista.



