Descrição
Ramón Menéndez Pidal (1869–1968), figura tutelar da filologia hispânica e director da Real Academia Española durante décadas, debruça-se neste ensaio sobre uma das questões mais debatidas da historiografia ibérica: a língua materna de Cristóvão Colombo e o que ela revela sobre a sua proveniência. Analisando os manuscritos e anotações autógrafas do navegador, Menéndez Pidal sustenta que o perfil linguístico de Colombo aponta para uma formação em ambiente galaico-português, argumento que se inscreve no longo debate entre as teses genovesa, portuguesa e outras sobre a origem do Descobridor. A obra é de interesse incontornável para quem se dedique à história dos Descobrimentos, à história da língua portuguesa e às relações culturais entre Portugal e Castela nos finais do século XV. Publicada pela Espasa-Calpe em 1942, num momento em que os estudos colombinos suscitavam renovado interesse académico em toda a Península Ibérica.



