Descrição
Após 1945, a presença de judeus na Alemanha era simultaneamente improvável e inevitável: sobreviventes, deslocados e, mais tarde, imigrantes do Leste europeu foram reconstituindo comunidades numa terra marcada pelo crime mais extremo da história moderna. Lynn Rapaport estuda este fenómeno singular a partir de entrevistas e fontes primárias, interrogando as tensões entre memória individual e colectiva, identidade judaica e cidadania alemã, silêncio e testemunho. A obra examina como estas comunidades navegaram entre a necessidade de reconstrução e o peso incontornável do passado, num diálogo permanentemente assimétrico com a sociedade alemã envolvente. Referência nos estudos sobre o pós-Holocausto e as relações judeo-alemãs contemporâneas.



