Descrição
E. M. de Melo e Castro (1932–2020) é uma das vozes mais singulares e radicais da literatura portuguesa do século XX, tendo percorrido décadas de investigação sobre as fronteiras entre a linguagem, a imagem e o som. Fundador, com Salette Tavares e António Aragão, do movimento experimental português nos anos sessenta, Melo e Castro nunca cessou de interrogar os limites da palavra escrita e das suas possibilidades gráficas e semânticas. «Finitos mais finitos, ficção/ ficções», editado em Lisboa pela Hugin em 1996, inscreve-se nessa trajectória de pesquisa continuada, propondo um cruzamento entre a narrativa breve e o poema, entre o rigor conceptual e a liberdade formal. A Hugin, editora de Lisboa activa nos anos noventa, publicou neste período alguns títulos de interesse no domínio da literatura contemporânea portuguesa. Volume de interesse para coleccionadores e estudiosos da poesia experimental e da literatura de vanguarda em Portugal.



