Descrição
Francisco de Azeredo Teixeira de Aguilar, Conde de Samodães, figura de relevo da aristocracia portuense e homem de cultura, proferiu este discurso inaugural nas célebres comemorações do III Centenário da morte de Luís de Camões, em 1880. As festas camonianas desse ano assumiram dimensão nacional e constituíram um dos momentos mais marcantes da vida cultural e cívica do Portugal oitocentista, mobilizando intelectuais, poetas e figuras públicas de todo o país. O Porto, com as suas sessões no Palácio de Cristal, não ficou atrás de Lisboa nas homenagens ao autor d’Os Lusíadas. Trata-se de um documento de interesse histórico e bibliófilo, testemunho directo do fervor patriótico e literário que envolveu aquela efeméride, tornando-se peça de referência para qualquer colecção de Camoniana ou de história cultural portuguesa do século XIX. Sem indicação de editora nem de local de edição, provavelmente impresso no Porto no próprio ano de 1880.



