Descrição
Publicação de carácter polémico e erudito, inserida nas discussões filológicas e epigráficas que marcaram a camonística oitocentista, período de intensa produção crítica em torno da figura e do legado do poeta. António Caetano Pereira retoma neste opúsculo a defesa da sua censura anterior a uma inscrição latina, género de controvérsia académica comum na segunda metade do século XIX, quando o debate em torno de Camões assumia particular relevo cultural e patriótico. A edição de Lisboa de 1863 surge num momento de renovado interesse pelo estudo rigoroso das fontes e dos monumentos camonianos, tornando este texto um testemunho relevante da história da crítica literária portuguesa. Peça de interesse para coleccionadores de camoniana e para investigadores da cultura intelectual do romantismo tardio em Portugal, sendo obras desta natureza — tiragens limitadas destinadas a círculos eruditos — de presença pouco frequente no mercado antiquário.



