Descrição
Este ensaio representa um dos momentos mais lúcidos e perturbadores da reflexão portuguesa sobre si mesma. Pronunciado a 27 de Maio de 1871, no âmbito das Conferências do Casino — ciclo que reuniu a geração de 70 em torno de Antero, Eça, Batalha Reis e outros —, o texto interroga com rigor e alguma severidade as causas do enfraquecimento histórico dos povos ibéricos face à Europa moderna: o Concílio de Trento, o absolutismo e a expansão ultramarina como factores de cristalização e de afastamento do pensamento científico e das liberdades civis. A presente edição de Lisboa, de 2008, insere-se na categoria que contempla a recepção contemporânea deste texto, nomeadamente a leitura que Eduardo Lourenço dele fez ao longo de décadas, tornando-o peça central da sua hermenêutica da identidade portuguesa. Exemplar em bom estado de conservação, de interesse tanto para o leitor de filosofia e ensaio como para quem se dedica ao estudo do pensamento português oitocentista e da sua posteridade crítica.




