Descrição
António Augusto Gomes Leal (1848–1921), figura singular e inclassificável das letras portuguesas, transitou ao longo da vida entre o simbolismo, o anticlericalismo militante e uma veia profética que tanto fascinou como desconcertou os seus contemporâneos. Estes dois poemas — ‘Carta ao Bispo do Porto’ e ‘O Jesuíta e o Mestre Escola’ — inserem-se na sua fase mais panfletária e polemista, em que a crítica à Igreja Católica e às suas instituições surge com toda a veemência. Publicados pela Empreza da História de Portugal em 1901, constituem documentos representativos das querelas ideológicas que agitavam a vida pública portuguesa nos anos imediatamente anteriores à implantação da República. Exemplar de interesse para o estudo da literatura e do pensamento anticlerical do final da monarquia constitucional.



