Descrição
Francisco da Costa Marques debruça-se sobre a dimensão pastoril e bucólica da obra de Camões, numa abordagem que reflecte a tradição académica coimbrã dos estudos camonianos. Publicado em 1939, insere-se num momento em que o Estado Novo promovia activamente a figura de Camões como símbolo da identidade e da grandeza nacional, conferindo a este tipo de investigação um enquadramento cultural e ideológico particular. A escolha do ângulo bucólico distingue o trabalho, afastando-se das leituras épicas então dominantes para se centrar numa faceta menos estudada do poeta. Editado em Coimbra, sem indicação de editora, trata-se de um título de interesse para coleccionadores de camoniana e para quem se dedique ao estudo da recepção crítica da obra camoniana no século XX.



