Descrição
Francisco Alexandre Lobo (1763–1844), Bispo de Viseu e sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, foi uma das figuras mais distintas do meio eclesiástico e literário português da sua época, reconhecido pela erudição e pelo cuidado com que acompanhava o debate cultural coevo. O presente opúsculo constitui uma resposta crítica às «Brèves réflexions» que Charles Magnin — homem de letras e membro do Institut de France — antepôs à sua tradução francesa dos Lusíadas, texto que então circulava nos meios eruditos parisienses. A intervenção de Lobo insere-se na longa tradição de defesa e esclarecimento da biografia camoniana por parte dos estudiosos portugueses, frequentemente em diálogo ou polémica com intérpretes estrangeiros. Impresso na Typografia da Academia Real das Sciencias, em Lisboa, e de data indeterminada, trata-se de peça de interesse manifesto para a Camoniana e para a história da recepção europeia de Camões na primeira metade do século XIX.



