Descrição
António Baião (1878–1961), investigador e arquivista de referência, notabilizou-se pelo rigor documental com que abordou figuras centrais da expansão portuguesa. Neste trabalho, apresentado sob a forma de memória à Academia das Ciências de Lisboa, debruça-se sobre as origens familiares de Afonso de Albuquerque — o chamado «Grande Afonso», segundo governador da Índia e um dos mais decisivos protagonistas do domínio português no Oriente — e sobre a filiação do seu filho natural, recorrendo a documentação de arquivo até então não publicada. A questão da sepultura do governador, matéria que suscitou controvérsia historiográfica, é aqui tratada com particular atenção crítica. Publicação de 1915, inserida na série de Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, de tiragem naturalmente limitada e hoje de difícil acesso. Peça de interesse para estudiosos da expansão portuguesa, da genealogia da nobreza de serviço e da história militar e marítima do século XVI.





