Descrição
Octávio Roza de Oliveira, ligado à Associação dos Arqueólogos Portugueses, dedica este estudo aos vestígios arqueológicos amuralhados associados à cultura do Grande Zimbabué e ao antigo império do Monomotapa, tal como se manifestam nas regiões moçambicanas de Manica e Sofala. A obra situa-se num momento em que a arqueologia da África austral procurava sistematizar o conhecimento sobre estas construções em pedra seca, atribuídas às civilizações bantu que dominaram o interior da África oriental entre os séculos XI e XV, e cuja relação com o comércio de ouro e marfim ligava o planalto do Zimbabué à costa suaíli e ao Índico. Publicado em Moçambique em 1963, no período colonial tardio, constitui documento de interesse para a história da arqueologia praticada no território e para o estudo destas ruínas amuralhadas, hoje Património Mundial da UNESCO no caso do Grande Zimbabué. Obra de difícil circulação, de interesse sobretudo para investigadores e coleccionadores de africana.



