Descrição
As alminhas e os padrões constituem uma das manifestações mais persistentes e geograficamente dispersas da religiosidade popular portuguesa — cruzes, nichos e monumentos votivos erguidos nas encruzilhadas, caminhos e adros, a pedir sufrágio pelas almas do purgatório. O Padre Francisco de Babo dedica a esta temática um levantamento que cruza a corografia com a espiritualidade cristã, documentando uma tradição profundamente enraizada no território nacional. Publicada pelo Colégio de Ermesinde em 1954, a obra insere-se num período de renovado interesse pela cultura e identidade religiosa portuguesas, situando-se entre a monografia local e o ensaio de etnografia religiosa. Trata-se de um título de consulta útil para investigadores da arte popular, da história religiosa e da corografia nacional, hoje de circulação relativamente escassa no mercado livreiro.



